Thalia Varela
Thalia Varela

29/01/2026, 16h


Quase semanalmente, o nome do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, aparece nos noticiários do Estado e nas denúncias do Sindsaúde/RN. Problemas não faltam: tomógrafos quebrados, falta de alimentação para os servidores, quedas de energia… Esses são apenas alguns exemplos do que virou manchete sobre a unidade somente neste primeiro mês de 2026. Infelizmente, outras situações já conhecidas por usuários e trabalhadores do hospital, como a falta de insumos e pacientes internados pelos corredores, também voltaram a se repetir nesta última semana de janeiro.

Em um vídeo recebido pelo sindicato no início da tarde desta quinta-feira (29), é possível identificar dezenas de pacientes e acompanhantes acomodados em cadeiras e macas pelos corredores da unidade hospitalar. Tudo isso em meio ao caos gerado pelas constantes quebras de tomógrafos, que ocorrem desde o ano passado, se intensificaram no início de 2026 e seguem sem solução definitiva. Para agravar ainda mais a situação, o Sindsaúde/RN recebeu denúncias de que pacientes com doenças contagiosas, como tuberculose, estão internados na mesma UTI de pessoas que ainda não foram infectadas pela bactéria. De acordo com informações apuradas pelo Sindsaúde/RN, essa situação já dura 5 dias e é consequência da falta de vagas no Hospital Giselda Trigueiro, enquanto isso, pacientes e trabalhadores do HWG seguem sob risco de contaminação. Além disso, os servidores também denunciam falta de insumos básicos como álcool 70 e máscaras, ambas situações foram confirmadas pela direção do sindicato. 

Para nós, do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte, o que acontece no maior hospital do RN é o retrato da precarização e da falta de investimentos na saúde ao longo das décadas. Sempre denunciamos os prejuízos da terceirização no serviço público e, hoje, colhemos os frutos podres da atuação de empresas que priorizam o lucro em detrimento da vida, seja a dos pacientes ou a dos trabalhadores. A falta de tomógrafos, de vagas e de servidores efetivos é apenas a “ponta do iceberg”. O que muitos não veem é a parte submersa: um plano de desmonte do SUS que, ano após ano, segue sendo aprofundado por governos de direita, extrema direita e por gestões que se dizem do povo. Neste ano eleitoral, é essencial que a classe trabalhadora saia da inércia e desperte para a realidade, votando em candidatos e planos de governo que valorizem o serviço público, o SUS e a qualidade do atendimento. Exigimos respeito e dignidade!