Francisca Pires
Francisca Pires

27/02/2026, 12h


Na manhã desta sexta-feira (27), os trabalhadores e trabalhadoras da saúde do município de Parnamirim participaram de uma Assembleia que elegeu o nome que vai representar os trabalhadores e trabalhadoras da saúde do município no 6º Congresso Nacional da CSP-Conlutas, que acontecerá em São Paulo/SP entre os dias 18 e 21 de abril. Na ocasião, estava presente apenas a Chapa 1, formada por membros da atual direção do sindicato. Nesse sentido, após a defesa e apresentação dos nomes propostos, 65 votos foram computados, fazendo com que a   Chapa 1 tenha direito de levar 1 (um) delegado ao 6º Congresso Nacional da CSP-Conlutas.

Além da votação, a ocasião que era unificada com os demais sindicatos, também serviu para o repasse de informes da luta, incluindo sobre o cancelamento da Mesa SUS que estava marcada para o dia anterior, quinta-feira (26), onde seriam negociados os quinze pontos que compõem a pauta histórica desses trabalhadores e trabalhadoras. A gestão da professora Nilda (Solidariedade) justificou o cancelamento por questões de agenda e uma nova data ainda não foi informada. 

Paulo Martins, diretor do Sindsaúde/RN, destacou ainda a questão do Laboratório Central onde muitos servidores (as) têm sofrido com assédio moral. O sindicato levou a denúncia à secretária de saúde há mais um de um mês, porém nenhuma medida efetiva ainda foi tomada. 

Outro ponto que foi relembrado, diante da necessidade de pressionar à gestão, é que a categoria deverá, junto às entidades, elaborar o plano de lutas que vai nortear o calendário de mobilizações para o restante de  2026, sendo dia 31 de março a data da próxima assembleia para que seja avaliada se os pagamentos já previstos, além das gratificações, estão sendo pagos corretamente ou não, bem como o andamento das demais pautas. 

Também ficou acordado que as demais assembleias devem acontecer, sempre no último dia útil do mês, além de atos públicos e paralisações, sempre que for preciso radicalizar o movimento. Agora, mais do que nunca, é preciso fortalecer a luta no município!

Nota do ILAESE:

O debate também serviu para discutir a nota técnica elaborada pelo ILAESE responsável por mostrar que o reajuste de 5,5% concedido pela Prefeitura de Parnamirim não recompõe as perdas salariais acumuladas pelos trabalhadores e trabalhadoras da Saúde desde 2019. Apesar dos percentuais aplicados nos últimos anos somarem 20,21%, a inflação do período foi de 41,89%, mantendo uma defasagem estimada em 18,03%. 

O estudo também denuncia distorções provocadas pela fixação do salário-mínimo municipal e pelo pagamento de VPNI sem a reestruturação das tabelas, em desacordo com o Plano de Cargos, que prevê diferença de 20% entre níveis e 3% entre classes, e alerta para possível retrocesso na estrutura remuneratória com o novo salário-mínimo de 2026. Por isso, a categoria deve defender a atualização das tabelas como forma de recompor perdas e corrigir desigualdades.