Fernanda Soares
Fernanda Soares

23/04/2026, 12h


Na manhã desta quinta-feira (23), trabalhadores e trabalhadoras da saúde da UPA Nova Esperança, em Parnamirim (RN), realizaram um protesto simbólico em frente à unidade para denunciar a sobrecarga de trabalho enfrentada diariamente. A atividade expôs o cenário de déficit de profissionais, que tem impactado diretamente as condições de atendimento à população e a saúde física e mental dos próprios servidores.

De acordo com os trabalhadores, a falta de pessoal tem levado a jornadas exaustivas, acúmulo de funções e dificuldades para garantir um atendimento adequado e de qualidade. Diante desse quadro, a principal reivindicação da categoria é a convocação de concurso público por parte da prefeitura, como medida para suprir o déficit de profissionais e garantir condições dignas de trabalho.

Inicialmente, os servidores da UPA indicavam o início de uma greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (23). No entanto, após reunião com a gestão municipal realizada na quarta-feira (22), em que houve sinalização de encaminhamentos para enfrentar o problema, a categoria decidiu suspender temporariamente o movimento. A decisão foi tomada como forma de aguardar avanços concretos por parte da gestão.

Uma nova assembleia já está marcada para o dia 30 de abril, desta vez com a participação de todos os trabalhadores e trabalhadoras da saúde do município de Parnamirim. O objetivo é avaliar os desdobramentos das negociações e definir os próximos passos da luta. Caso, até a data da assembleia, não haja avanços nas negociações, os servidores da UPA retomarão a greve imediatamente.

Segundo a gestão municipal, foram realizadas alterações no Projeto de Lei que trata da contratação de profissionais para a rede de saúde. Além disso, está prevista para esta sexta-feira (24), às 14h, uma nova reunião da Mesa SUS de Parnamirim, que deve dar continuidade às discussões e possíveis encaminhamentos para a situação.