Francisca Pires
Francisca Pires

26/01/2026, 12h


O Sindsaúde/RN recebeu denúncias de servidoras e servidores do Hospital Regional Dr. Mariano Coelho, em Currais Novos, sobre a situação precária da alimentação, falta de insumos básicos e desabastecimento de medicamentos na unidade.

Entre os registros, consta um comunicado interno da Nutrição, datado de 20 de janeiro de 2026, informando que não houve oferta de almoço para os funcionários naquele dia, devido ao “sumiço inexplicável de mais de 80% da proteína” destinada ao preparo das refeições.

Além disso, relatos de servidoras apontam que a alimentação ofertada aos trabalhadores tem sido insuficiente, com porções reduzidas de arroz, feijão e proteína, frequentemente preparada em pequenas iscas misturadas com verduras para render. No turno da noite, segundo os relatos, a refeição tem se resumido a uma macarronada simples, sem acompanhamento adequado. Há ainda queixas recorrentes de acompanhantes de pacientes quanto à insuficiência da alimentação.

As denúncias também envolvem a falta frequente de medicamentos, sobretudo de uso oral, como anti-hipertensivos e medicamentos para pacientes diabéticos, o que tem levado, em alguns casos, à compra por parte dos próprios pacientes. Entre os itens citados como ausentes ou em falta recente estão: Luftal, hidroclorotiazida, omeprazol (oral), Clexane (anticoagulante) e dexametasona injetável, além de registros anteriores de falta de furosemida e omeprazol injetável.

Também foram relatadas faltas constantes de insumos básicos, como copos descartáveis, papel higiênico e sabão líquido, situação que estaria obrigando servidores a custear esses materiais com recursos próprios. Segundo os relatos, “a cada semana é uma crise diferente”.

A equipe de jornalismo do Sindsaúde/RN procurou oficialmente a direção do Hospital Regional Dr. Mariano Coelho, que respondeu informando que o sindicato deve formalizar os questionamentos por meio de ofício, direcionado à Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) ou à própria unidade, para que só então sejam prestados esclarecimentos. O Sindsaúde/RN repudia a postura da direção, que, diante de denúncias graves envolvendo alimentação, insumos e medicamentos, impõe barreiras burocráticas ao invés de garantir transparência e respostas imediatas à sociedade e aos trabalhadores (as).

O sindicato segue, portanto, aguardando posicionamento dos órgãos competentes e, sobretudo, a solução urgente dos problemas relatados, reforçando que é inadmissível que alimentos e materiais desapareçam de uma unidade pública de saúde sem qualquer responsabilização.