A rampa que dá acesso ao primeiro andar da Maternidade Araken, em Natal, está com a estrutura seriamente comprometida, danificada e sob risco de desabamento, conforme denúncia enviada nesta sexta-feira (30) por servidores que trabalham na unidade. Em um vídeo recebido pelo sindicato, é possível observar diversas rachaduras na parte inferior da rampa, além de reboco e tijolos caindo do lajeiro, com ferragens totalmente expostas, o que evidencia o avançado estado de deterioração da estrutura e o perigo iminente para quem circula pelo local.
A rampa é utilizada diariamente por pacientes e trabalhadores para acessar setores essenciais da maternidade, como a pediatria, a farmácia central, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o setor de nutrição. Técnicos de enfermagem, enfermeiros e outros profissionais transitam constantemente pela área, assim como pacientes que necessitam de atendimento na UTI. Uma servidora da maternidade relata o clima de medo vivido pelos funcionários: “Todos os dias passamos nessa rampa para pegar medicamentos na farmácia central. Os pacientes admitidos na UTI também sobem por esta rampa, e a nutrição fica nesse setor na parte de cima. As pessoas estão passando os vídeos e imagens da rampa para os familiares, temendo que ocorra um desabamento e que a prefeitura alegue que não sabia”, afirma a trabalhadora, que prefere não se identificar.
Segundo os profissionais que fizeram a denúncia, o problema já foi comunicado diretamente à administração do hospital, que chegou a solicitar o prazo de uma semana para resolver a situação. No entanto, o prazo expirou e, até o momento, não houve sequer a interdição do local, tampouco qualquer movimentação concreta para reparo ou reforma. Em meio a esse cenário, vale lembrar que o novo Hospital Municipal de Natal, inaugurado mesmo sem a conclusão da obra em dezembro de 2024 pelo ex-prefeito Álvaro Dias, só deve começar a funcionar em abril de 2026, com apenas 100 dos 330 leitos previstos, e ainda sob a promessa de ser destinado a uma Parceria Público-Privada (PPP).
Enquanto isso, os trabalhadores da Araken seguem expostos a riscos diários. Para o Sindsaúde/RN, esta é apenas mais uma, entre tantas situações, que escancara a manutenção de um modelo de gestão, agora sob o prefeito Paulinho Freire, baseado nas mesmas práticas de desmonte, precarização e terceirização da saúde pública municipal herdadas da gestão Álvaro Dias, que, mesmo diante de uma condução amplamente criticada em Natal, ainda cogita disputar o Governo do Rio Grande do Norte nas eleições deste ano. Por isso, o Sindsaúde/RN, reivindica que a saúde de Natal seja tratada com respeito, atenção e compromisso. Defendemos um SUS 100% gratuito, de qualidade e livre das terceirizações.