Mais uma vez, servidores da saúde municipal de Parnamirim/RN realizaram uma paralisação de 24 horas na manhã desta segunda-feira (31), em frente à Prefeitura de Parnamirim. O objetivo da mobilização é cobrar da gestão municipal avanços nos pontos da pauta da saúde e repassar informes sobre o encaminhamento das reivindicações salariais da categoria.
O ato faz parte de um calendário de paralisações acordado no dia 13 de agosto entre as entidades sindicais e os servidores municipais da saúde. Muitos trabalhadores estiveram presentes na mobilização, demonstrando força e indignação diante das perdas salariais e reivindicando melhores condições de trabalho.
As paralisações vêm ocorrendo desde o ano passado e, diante da pressão dos trabalhadores, a atual gestão municipal procurou os sindicatos para ouvir e compreender as demandas apresentadas pela categoria. Durante a reunião, os sindicatos apresentaram, mais uma vez, as principais reivindicações dos servidores, entre elas a equiparação das equipes, o ajuste da tabela do Plano de Cargos, as perdas salariais, o pagamento do adicional de insalubridade e o reajuste salarial.
Também foi acordada uma reunião para a próxima quinta-feira (3 de setembro), com as secretárias de Finanças e de Gabinete, para discutir o encaminhamento da Mesa SUS, que atualmente se encontra travada. Os sindicatos vêm atuando de forma unificada na cobrança por respostas da gestão da prefeita Nilda, diante da ausência de soluções para as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
Os representantes da gestão municipal que participaram da reunião se comprometeram a discutir as pautas apresentadas pelos servidores e estabelecer prazos para o encaminhamento de cada uma das reivindicações. O diretor do Sindsaúde RN, Paulo Martins, reforçou que a mobilização dos trabalhadores é resultado da falta de avanços no diálogo com a gestão municipal. “Se os servidores municipais estão ocupando as ruas semanalmente, é porque o diálogo que deveria estar acontecendo com a gestão não está acontecendo como deveria”, afirmou.