Thalia Varela
Thalia Varela

23/02/2026, 15h


O expurgo da UTI G2 do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, enfrenta uma situação calamitosa há mais de 30 dias. De acordo com uma denúncia recebida pelo Sindsaúde/RN, nesta segunda-feira (23), um vazamento no teto do setor tem provocado infiltrações constantes, acúmulo de umidade e a proliferação de mofo no ambiente, sem que providências efetivas tenham sido tomadas para solucionar o problema. O expurgo é o espaço destinado à limpeza, desinfecção e descarte de materiais contaminados, como instrumentais e resíduos provenientes da assistência direta aos pacientes, sendo uma área estratégica para o controle de infecções hospitalares. Quando esse setor funciona de forma inadequada, todo o fluxo de segurança sanitária da unidade fica comprometido.

Trabalhar em um ambiente com infiltrações e mofo representa risco direto à saúde dos profissionais, que ficam expostos diariamente a fungos e bactérias, além do perigo estrutural decorrente do vazamento contínuo. Em uma UTI, onde estão internados pacientes em estado grave e com imunidade comprometida, qualquer falha nas condições sanitárias pode ter consequências graves. Para nós do Sindsaúde/RN, a permanência desse problema no maior hospital público do Rio Grande do Norte evidencia o descaso da gestão hospitalar, Governo do Estado e da SESAP para com a estrutura física da unidade, colocando em xeque a segurança de trabalhadores e pacientes que necessitam do serviço.