Francisca Pires
Francisca Pires

28/01/2026, 12h


O Sindsaúde/RN volta a denunciar os graves impactos da paralisação da empresa terceirizada JMT, responsável pelo fornecimento de alimentação em unidades da rede estadual de saúde, motivada pela falta de pagamento, além de problemas recorrentes no cumprimento de contratos de fornecimento.

Mais uma vez, servidoras e servidores estão sendo diretamente prejudicados, ficando sem acesso às refeições durante seus plantões, enquanto os hospitais enfrentam instabilidade no serviço de alimentação, colocando em risco não apenas os trabalhadores, mas também a assistência aos pacientes.

No Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, foi informado, por meio de comunicado interno, que “o motivo da suspensão das refeições é devido ao não cumprimento da entrega dos nossos fornecedores”. Já nas demais unidades, as denúncias apontam que a suspensão da alimentação ocorre em decorrência da greve da empresa JMT por falta de pagamento.

Ou seja, mudam-se as justificativas, mas o problema é sempre o mesmo: trabalhadores e trabalhadoras da saúde ficando sem alimentação durante jornadas exaustivas. Até o fechamento desta nota, o sindicato registra denúncias sobre falta de alimentação nas seguintes unidades:

  • Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel;
  • Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho;
  • Hospital Regional Deoclécio Marques de Lucena;
  • Hospital Regional Dr. Mariano Coelho;
  • Hospital Regional Monsenhor Antônio Barros;
  • Hospital Regional Lindolfo Gomes Vidal.

Não é a primeira vez que situações como essas acontecem, muito pelo contrário. O problema se repete há anos, evidenciando a incapacidade do governo Fátima Bezerra (PT) em garantir contratos regularizados, fiscalização efetiva e soluções permanentes para serviços essenciais.

Para o Sindsaúde/RN, é inadmissível que a crise na terceirização e na gestão dos contratos continue sendo empurrada para as costas dos trabalhadores (as). Alimentação é uma necessidade básica e um direito, especialmente em ambientes de trabalho marcados por sobrecarga, estresse e risco permanente.

O sindicato cobra do governo do Estado e da SESAP providências imediatas como a regularização dos pagamentos, a normalização do serviço de alimentação e a adoção de medidas definitivas que impeçam que essa situação volte a se repetir. No mais, o Sindsaúde/RN seguirá acompanhando e denunciando as irregularidades sempre ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde.