O chamado “dia da abolição” nunca significou liberdade plena para o povo negro no Brasil. Mais de um século depois da Lei Áurea, o racismo segue estruturando desigualdades, violência e exclusão. Por isso, o dia 13 de maio foi ressignificado pelo movimento negro como Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo: uma data para lembrar que a abolição sem justiça social não libertou de fato a população negra.
Os números mostram que o racismo segue presente no cotidiano. Em 2024, o Disque 100 registrou 4.228 denúncias de racismo, injúria racial e violência político-étnico-racial. A maioria das vítimas são mulheres e os casos acontecem em diversos espaços: dentro de casa, em instituições de ensino, no ambiente virtual e também nos locais de trabalho.
O racismo é crime. A Constituição Federal o define como inafiançável e imprescritível, e leis como a Lei 7.716/1989, o Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010) e a Lei 14.532/2023, que equiparou a injúria racial ao crime de racismo, reforçam o dever do Estado e da sociedade de combatê-lo.
Para o Sindsaúde/RN, denunciar o racismo também é defender a classe trabalhadora. A população negra é maioria entre os trabalhadores (as) da saúde e está entre os que mais sofrem com precarização, violência institucional e desigualdade de oportunidades. Não basta dizer que não é racista: é preciso ser antirracista.
Se você presenciar ou sofrer racismo, denuncie. O registro pode ser feito de forma gratuita e anônima pelo Disque 100, pelo WhatsApp (61) 99611-0100, pelo Telegram (Direitoshumanosbrasil) ou pelo site do Ministério dos Direitos Humanos.
🗣️Racismo é crime. Denunciar é um ato de coragem e de luta.