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29 de agosto de 2019

Dia da Visibilidade Lésbica: vamos à luta contra o machismo e a Lgbtfobia




A data surgiu em 1996, durante a realização do 1° Seminário Nacional de Lésbicas, no Rio de Janeiro

Hoje, 29 de agosto, é o Dia da Visibilidade Lésbica. A data marca a importância da luta pelo reconhecimento e respeito à orientação sexual e a liberdade das mulheres sobre seus corpos.

Criada em 1996, durante a realização do 1º Seminário Nacional de Lésbicas, organizado no Rio de Janeiro, a data integra as diversas ações de combate permanentemente à opressão contra mulheres lésbicas.

A celebração do dia é resistência diante do governo machista, sexista, racista e lgbtfóbico de Jair Bolsonaro (PSL), mas também significa a luta pelo direito de existir no país em que muitas mulheres morrem ou sofrem violência por sua orientação sexual.

Os crimes de ódio ou corretivos praticados contra lésbicas em todo o Brasil aumentaram no decorrer dos anos e é alarmante. É o que aponta o Dossiê sobre Lesbocídio, do Núcleo de Inclusão Social da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), divulgado no ano passado.

De acordo com o levantamento, em quatro anos (2014 a 2018) houve um aumento de 150% de mortes de mulheres por serem lésbicas.  Outro fato apontado na pesquisa é de que 83% dos crimes contra este segmento são cometidos por homens que têm algum tipo de aversão à escolha sexual dessas mulheres, e que não possuem nenhum grau de parentesco com as vítimas.

Para acabar com machismo e a Lgbtfobia é preciso lutar contra o capitalismo

O MML (Movimento Mulheres em Luta), filiado à CSP-Conlutas, ressalta que essa violência é fruto do capitalismo, que se aproveita de todo esse preconceito para lucrar. “Se utiliza do fato de muitos LGBTs evadirem das escolas, por conta do preconceito, para colocá-los em postos de trabalho precarizados e com poucos direitos trabalhistas; para as mulheres lésbicas reserva os trabalhos pesados, tratando-as como homens, mas pagando salários menores; ou ainda lucra com a indústria pornográfica, fetichizando suas relações sexuais ou construindo guetos e cobrando pela liberdade de serem o que são nesses espaços”, pontua o MML.

O movimento destaca ainda que muitas mulheres lésbicas ou bissexuais estão adoecendo diante desse quadro de opressão. “São os estupros corretivos que têm como objetivo corrigir a orientação sexual da mulher, internações compulsórias com o objetivo de curá-las de uma doença que não existe, desprezo da família, uma vida inteira ocultada no local de trabalho. Todas essas situações levam ao adoecimento, à depressão e ao suicídio. Nos últimos anos tem crescido o número de LGBTs que tiram a própria vida, sobretudo entre os mais jovens”, salienta em nota.

O movimento aponta que diante de todos esses desafios é preciso lutar e defender os direitos de lésbicas e bissexuais. “Nós, do Movimento Mulheres em Luta, damos visibilidade a essa luta e fazemos um chamado a todas as mulheres lésbicas e bissexuais da classe trabalhadora a vir construir conosco e com os trabalhadores de conjunto uma luta comum contra toda forma de opressão e contra essa sociedade capitalista que nos adoece, nos explora e mata”.

 

Autor: Comunicação Sindsaúde
Fonte: CSP-Conlutas

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