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15 de maro de 2019

Um ano de saudade! Aurora e Marielle, presente, hoje e sempre!




Há um ano, Aurora e Marielle foram vítimas da violência. Aurora foi vítima de assédio moral e transfobia. Marielle, mulher negra e lésbica, foi vítima de perseguição política.

No dia 11 de março de 2018, falecia nossa companheira Maria Aurora, assistente social da Semtas e militante do movimento LGBT. Aurora era transexual e estava passando por processo de transição de gênero. Devido à trasfobia e ao forte assédio moral em seu local de trabalho, Aurora cometeu suicídio.

O Brasil é o país onde mais se mata LGBTs. O Grupo Gay da Bahia registrou em 2017 445 mortes de LGBTs, uma vítima a cada 19 horas. Quando analisamos como ocorreram essas mortes, percebemos que foi da forma mais brutal possível: arma de fogo, espancamento, asfixia, suicídio.

Em momentos de crise, por exemplo, o suicídio se torna uma prática cada vez mais comum, pois este sistema se baseia na exploração e opressão da nossa classe. De acordo com o Ministério da Saúde, essa é a 4ª causa de morte entre jovens no País.

Durante os governos anteriores, tivemos pouco avanços nos direitos das LGBTs. Ataques como a reforma trabalhista e da Previdência, EC do Teto de Gastos aumentam a precarização dos serviços públicos e a violência.

Na mesma semana da morte de Aurora, ocorreu o assassinato da Vereadora Marielle Franco (Psol) e de seu motorista, Anderson Gomes, no Rio de Janeiro. Nessa terça-feira (12), quase um ano depois, foram presos dois acusados pelo crime. Um dos acusados, inclusive, foi preso numa mansão localizada em um condomínio de luxo onde o presidente Jair Bolsonaro e seu filho Carlos Bolsonaro residem.

Josimar Henrique é diretor do Sindsaúde e participou do ato em memória de Marielle e Anderson aqui em Natal nessa quinta-feira (14) e pediu justiça pelo assassinato dos explorados e oprimidos que morrem neste País: “Nós pedimos que os culpados da morte de Marielle e Anderson, mas também o de Amarildo e vários outros negros, mulheres e LGBTs sejam responsabilizados”.
Ele diz que com este novo governo as lutas vão ficar mais difíceis, e reforça a importância de estarmos sempre nas ruas lutando pelos nossos direitos.

O Sindsaúde é contra toda forma de opressão e exploração e se solidariza com a família e amigos de Aurora e Marielle.

Aurora, presente!

Marielle, presente

 

Autor: Comunicação Sindsaúde

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