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21 de fevereiro de 2019

Servidores (as) da saúde em greve participam do Nacional em defesa da Previdência e contra o fim da aposentadoria




Categoria participou de debate sobre a reforma da Previdência pela manhã e à tarde da plenária deliberativa com mais de 40 entidades sindicais

As trabalhadoras e trabalhadores se reuniram na manhã dessa quarta-feira (20) no auditório do Sinpol, para discutir sobre os impactos da reforma da Previdência na vida da classe trabalhadora e sobre o falso déficit que o Governo propaga para sustentar a necessidade da reforma, enviada no mesmo dia para o Congresso Nacional.

Na mesa de discussão, estavam Henrique Ferreira, do Sindprevs, e Dário Barbosa, da CSP-Conlutas. Henrique falou sobre o falso déficit da Previdência e criticou os meios de comunicação, os quais chamou de “meios de propaganda enganosa”, que ajudam a propagar mentiras acerca da Previdência. Ele foi enfático ao dizer que os trabalhadores não podem aceitar o discurso do Governo: “Reforma da Previdência, quem decide somos nós! A gente não pode absorver o discurso de que ela vai ser feita. Eles estão nos intimidando, praticamente nos derrotando antes da batalha, se a gente aceitar esse discurso”.

Dário chamou atenção para a dívida pública, que consome grande parte do Orçamento, e falou também sobre o regime de capitalização da Previdência que propõe o Governo Bolsonaro, a exemplo do Chile, único país com esse modelo. Hoje, o Governo é quem gerencia a Previdência, e, com a capitalização, o trabalhador faria sua própria poupança, que seria gerida por um banco privado. No Chile, por exemplo, esse modelo levou ao aumento de suicídio entre idosos, com a redução no valor das pensões e aposentadorias. Os trabalhadores reforçaram a importância e o caráter pedagógico da atividade, cujo conteúdo tem que ser levado e discutido no interior de cada categoria.

Alexandre Guedes, também da CSP-Conlutas, lembrou as lutas de 2017, como a Greve Geral de 28 de abril e o “Ocupa Brasília” em 24 de maio, quando os trabalhadores enfrentaram forte repressão do Estado, com bombas de gás e spray de pimenta.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que a reforma “vem para reduzir privilégios, reduzir desigualdades e principalmente botar o Brasil para crescer”. Kívia Bezerra é servidora do Hospital Santa Catarina e questionou em sua fala os verdadeiros privilegiados: “Por que o Legislativo, o Judiciário e os militares não abrem mão das férias, do 13º? Por que a classe trabalhadora tem que abrir?”

Para Flávio Gomes, novo diretor eleito do Sindsaúde-RN, é muito importante a unidade da classe trabalhadora na luta para barrar a reforma da Previdência. “Essa é uma reforma que só diz interesse ao bolso dos banqueiros! Muito dinheiro vai entrar no bolso deles”, disse. Ele apontou a necessidade de construir uma grande greve geral e também de fortalecer os atos do 8 de Março e 1º de Maio, para barrar a reforma.

Plenária Deliberativa

A plenária deliberativa seguiu a programação de atividades do Dia Nacional em defesa da Previdência Social, convocada pelas Centrais Sindicais do Estado. A plenária foi aberta com a saudação da mesa com representações da CUT, CSP-Conlutas, CTB, Intersindical e Frente Brasil Popular.

A plenária contou com mais de 40 entidades presentes e deu início com informes sobre as lutas e atividades locais. Maria do Carmo, diretora do Sindsaúde-RN, deu um informe sobre a luta dos servidores da saúde do RN, em greve há 15 dias. "Somos a única categoria em greve no Estado do Rio Grande do Norte. Pois, além de sermos uma categoria muito penalizada, precisamos fortalecer mais ainda essa luta contra essa reforma da Previdência que vai nos tirar ainda mais direitos", afirmou.

Após os informes foi lido o Manifesto unificado das centrais sindicais contra Reforma da Previdência aprovado na Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora, realizada em São Paulo pela manhã. O Manifesto assinado pelas Centrais afirma o início de um processo de mobilização nacional, com atos públicos e protestos nos locais de trabalho e bairros no próximo período, além de uma ampla campanha de conscientização da população sobre a gravidade da proposta.

Diversas entidades se inscreveram para reforçar a importância da luta e da unidade para barrar a reforma da Previdência de Bolsonaro que vem ainda mais dura que as propostas anteriores. A Greve Geral foi mencionada em várias falas e a necessidade de dialogar com a população sobre a reforma da Previdência para além dos sindicatos.

Ao final, a plenária aprovou em bloco as propostas apresentadas que farão parte da campanha nacional contra a reforma da Previdência.

 

Autor: Comunicação Sindsaúde

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