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03 de julho de 2018

Hospital Municipal de Natal fecha as portas para a população




Unidade está com acesso limitado e casos de urgência estão sendo encaminhados para as UPA’s

No último domingo (01), fomos surpreendidos de que o atendimento no Hospital Municipal de Natal passou por uma modificação repentina. Sem nenhum comunicado à comunidade que necessita do atendimento da unidade e sem ampla divulgação nos meios de comunicação, o hospital fechou as portas limitando o atendimento apenas àqueles que são encaminhados pela Central de Regulação do Município e casos de urgência estão sendo direcionados para as Unidades de Pronto-Atendimento (UPA’s).

Apenas com um pequeno aviso na portaria, foi dessa forma que a população que chegou para ser atendida, foi informada. Essa é uma medida, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), de um novo sistema de regulação que está em fase de testes na unidade.

Mas, é importante dizer que o Hospital Municipal de Natal fechou suas portas não só para atender esse novo sistema de regulação, pois mesmo de portas abertas o hospital já não respondia a demanda de atendimento aos pacientes. A unidade está com o elevador quebrado há 17 dias, impossibilitando a locomoção de pacientes do PSA para internar nos andares e nem encaminhar para a realização de exames de alta complexidade em clínicas e hospitais. Sem elevador fica impossível os maqueiros carregarem os pacientes ou descer os andares.

Mesmo apresentando diversos problemas, o HMN foi inaugurado em dezembro de 2015, no prédio onde funcionava o Hospital Médico Cirúrgico, em Petrópolis. Para dar lugar ao Hospital Municipal de Natal, foi fechado duas unidades, o Hospital dos Pescadores o Pronto Socorro Infantil de Sandra Celeste.

Nós do Sindsaúde fomos contra o fechamento dessas unidades e reivindicamos a construção do Hospital com uma estrutura do porte necessário para atendimento à população de Natal. Identificamos problemas como falta de estrutura física, falta de espaço para repouso dos servidores e até de cadeiras para se sentar e a proibição do uso do elevador para servidores. A prefeitura paga R$ 100 mil reais mensalmente de aluguel, valor esse que já deveria ter construído um hospital Municipal com estrutura adequada.

O Sindsaúde é totalmente contra o fechamento do atendimento à população. Quando o prefeito Carlos Eduardo (PDT) inaugurou a unidade para se promover durante a campanha eleitoral, declarou que “A gestão da Prefeitura de Natal não vem medindo esforços para que esse momento conturbado não afete ainda mais o cidadão. Enquanto cidades e estados fecham leitos e reveem seus investimentos, estamos ampliando os serviços da rede municipal de Saúde”. Agora, dois anos se passaram, e essa mesma gestão fecha as portas para a população.

 

Autor: Comunicação Sindsaúde

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