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09 de maio de 2018

Faltando sete meses para o final do mandado, Robinson nomeia o 4º secretário de Saúde em seu governo




Novo secretário, Pedro Cavalcanti, é dono de clínica privada com rede em sete unidades no Estado

Faltando sete meses para o final do seu mandato, o governo de Robinson Faria (PSD), fez nesta quarta-feira (09) mais uma nomeação para o cargo de secretário de Saúde. Foi publicado no Diário Oficial do RN o nome do médico Pedro Cavalcanti e a exoneração do então secretário George Antunes, que passa a ser o secretário adjunto de Saúde. Pedro Cavalcanti será o quarto secretário de Saúde nomeado durante governo Robinson.

Pedro Cavalcanti já foi secretário de Saúde por dois anos (97, 98) no governo de Garibaldi Filho e é dono da Clínica Pedro Cavalcanti, que presta serviços em sete unidades no estado do Rio Grande do Norte. Cinco em Natal, uma em Caicó e outra em Mossoró. Mera coincidência ou não, a esposa do novo secretário de Saúde, Valéria Cavalcanti, que já foi candidata a deputada Estadual em 2014 e Vereadora em 2016, é novamente pré-candidata a Deputada Estadual em 2018.

A indicação do nome do novo secretário é claramente uma indicação política do governo, que não condiz com as necessidades e os princípios básicos do Sistema Único de Saúde (SUS), e fere o direito a saúde pública de qualidade. Essa indicação é mais uma prova de que o governo Robinson não está preocupado em resolver o caos instalado na saúde do RN, mas sim, preocupado com os interesses políticos-partidários.

É importante afirmar que nós do Sindsaúde não estamos na defesa do secretário adjunto George Antunes, muito pelo contrário, repudiamos a prática criminosa por parte do governo de indicação política como troca de favores. Sabemos que essas indicações são, muito provavelmente, uma das maiores fontes de corrupção no Brasil. Por isso, defendemos a eleição direta para gestores e secretários, pois só dessa forma, é possível garantir uma ampla democracia e a representatividade discutida em conjunto com os servidores da saúde.

Por fim, acreditamos que a crise na saúde pública não se resolve privatizando, mas garantindo investimento necessário para que as pessoas recebam o atendimento digno.

Não à privatização da saúde!
SUS 100% público e Estatal!
Contra o desmonte do SUS. Não ao fechamento dos hospitais regionais!
Eleição direta para gestores e secretários!

 

Autor: Comunicação Sindsaúde

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