Notícias

19 de setembro de 2017

Não há cura para o que não é doença!




Decisão judicial permite que psicólogos possam tratar homossexualidade como doença

Há alguns dias, uma notícia tomou conta do assunto de milhares de pessoas nas redes sociais e rodas de conversas: a “cura gay”. Pois é, em pleno século XXI, volta-se à tona a discussão de tratamento para a homossexualidade. A liminar concedida pelo juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª vara do Distrito Federal, na última sexta-feira (15), permite que psicólogos possam tratar gays e lésbicas como doentes e fazer terapias de "reversão sexual", sem que sofram censura.

Em 1999, o Conselho Federal de Psicologia elaborou uma resolução que orientava psicólogos sobre como atuarem nas questões relativas à orientação sexual. Proibindo a prática que patologiza as LGBT’s e as expõe a tratamentos que são verdadeiras torturas.

Quem entrou na Justiça contra a resolução foi um grupo de psicólogos, entre eles a psicóloga evangélica Rosângela Alves Justino, que foi censurada publicamente pelo CFP, em 2009, por oferecer terapia de reversão sexual.

Em nota, o Conselho Federal de Psicologia, que é contrário à medida, afirma que a ação "representa uma violação dos direitos humanos e não tem qualquer embasamento científico". Diz ainda que vai recorrer da decisão.

É importante lembrar que desde a década de 90, a Organização Mundial de Saúde, retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças e desde 1970, as associações norte-americanas de psicologia, por exemplo, não consideram a orientação sexual como transtorno.

Essa decisão demonstra a face cruel da LGBTfobia, reforçando a violência contra as LGBT’s e refletindo as estatísticas que mostra que o Brasil é o País que mais mata LGBT’s no mundo. Legaliza a prática de tortura e a tratamentos desumanos.

Esse discurso de que LGBT’s sofrem de transtorno mental, é o que há de mais atrasado e reacionário. Com isso, a Justiça só reforça os discursos de ódio propagados por reacionários como o deputado Bolsonaro, um LGBTfóbico, racista, machista.

O Sindsaúde-RN e a Secretaria de Opressões, vem manifestar seu total repúdio a essa liminar, que legitima ainda mais a discriminação e a marginalização dessa população que já é excluída pela sociedade.

LGBT’s não são doentes. Amar pessoas do mesmo sexo não é um transtorno que precisa de tratamento. Já LGBTfobia, deve ser encarada como um crime, que mata cada dia mais pessoas que ousaram ser o que sentem.

 

Autor: Comunicação Sindsaúde

Boletim Eletrônico

  • Digite o código: 5651

  •